quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dança da vida.


Hoje estava vindo trabalhar, como sempre pensando na vida, então ouvi aquela música de Paulinho Moska:
A velocidade que emociona
É a mesma que mata
O sorriso antigo agora
É lágrima barata
A vida não pede licença
E muito menos desculpa
O perdão é que possibilita
O nascimento da culpa

Então fiquei pensando, porque nós dificultamos as coisas na vida. Procuramos defeitos onde devemos ver as virtudes? Porque pessoas que pedem uma segunda chance a não tem a grandeza de oferecer está chances para terceiros?
Nem tudo deve ser uma verdade absoluta, o que hoje pode lhe parecer distante amanhã não será mais. Mudar é fundamental para existência da raça humana, para termos expectativas e possamos sonhar. Deixar morrer o sonho e a esperança é deixar morrer a alegria de estar vivo.

Todo mundo merece uma chance para crescer e amadurecer, mas nem sempre precisa ser a base de sofrimento, se você prestar um pouquinho mais de atenção as coisa boas que te acontecem, tratar as pessoas com mais empatia e facilitar o aparecimento da culpa perdoando os outros não precisará passar por grandes sofrimentos para ver que a felicidade realmente existe.
Existem problemas que as pessoas dão uma dimensão maior do que realmente deveria ter. Quando a morte chegar quero está em paz comigo e com todos que de algum modo fazem parte de minha vida, pois só se é feliz de verdade quando deixamos a felicidade entrar em nossa casa e tomar conta de tudo, mas para que isso aconteça é necessário estar bem com todos e fazer feliz a quem realmente se ama.

E para quem não conhece a música aí vai:

Jardim do silêncio

Um automóvel segue cego
Pela estrada iluminada de sol
E o homem que está ao volante
Nem olha pra trás...
Aperta os olhos
Solta a fumaça e pensa:

Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe

A velocidade que emociona
É a mesma que mata
O sorriso antigo agora
É lágrima barata
A vida não pede licença
E muito menos desculpa
O perdão é que possibilita
O nascimento da culpa

E assim
Viajando pelo mundo sem fim
O silêncio planta seu jardim

Esse automóvel surge surdo
Pelo caminho abafado de som
E a mulher que escreve um poema
No banco de trás
Aperta os olhos
Solta a fumaça e pensa:

Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe
Tudo se compõe, e se decompõe

A velocidade que emociona
É a mesma que mata
O sorriso antigo agora
É lágrima barata
A vida não pede licença
E muito menos desculpa
O perdão é que possibilita
O nascimento da culpa

E assim
Viajando pelo mundo sem fim
O silêncio planta seu jardim

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